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Empresas voltam à Bolsa e levantam R$ 22 bi: entenda o follow-on que disparou na B3

Maíra Telles há 3 horas fundos imobiliários

As empresas brasileiras já listadas na Bolsa voltaram a usar o mercado de capitais para levantar dinheiro. Entre janeiro e junho de 2026, foram realizadas oito ofertas subsequentes de ações na B3, que movimentaram aproximadamente R$ 22 bilhões, segundo dados divulgados pela bolsa brasileira. O volume representa uma alta de 436% em relação ao mesmo … Continued O post Empresas voltam à Bolsa e levantam R$ 22 bi: entenda o follow-on que disparou na B3 apareceu primeiro em Suno Notícias.

Empresas voltam à Bolsa e levantam R$ 22 bi: entenda o follow-on que disparou na B3As empresas brasileiras já listadas na Bolsa voltaram a usar o mercado de capitais para levantar dinheiro. Entre janeiro e junho de 2026, foram realizadas oito ofertas subsequentes de ações na B3, que movimentaram aproximadamente R$ 22 bilhões, segundo dados divulgados pela bolsa brasileira. O volume representa uma alta de 436% em relação ao mesmo período do ano passado, quando cinco operações captaram R$ 4 bilhões. Na prática, o avanço mostra que companhias já negociadas na Bolsa estão recorrendo novamente ao investidor para financiar projetos, aumentar liquidez ou permitir a venda de participação por acionistas. O que é uma oferta subsequente? A oferta subsequente, também chamada de follow-on, é uma nova oferta pública de ações feita por uma empresa que já realizou seu IPO, ou seja, que já estreou na Bolsa. Diferentemente do IPO, que marca a abertura de capital da companhia, o follow-on acontece depois que a empresa já tem ações negociadas no mercado. A operação precisa ser aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Os follow-ons são uma alternativa para o financiamento das empresas já listadas, utilizando as ferramentas do mercado de capitais”, afirma Leonardo Resende, superintendente de Relacionamento com Empresas e Estruturadores de Ofertas da B3. Segundo ele, os motivos para uma oferta subsequente variam. Uma companhia pode vender novas ações para levantar recursos para um projeto, enquanto um sócio pode usar a operação para reduzir ou encerrar sua participação no negócio. Dinheiro vai para empresa ou acionista? As ofertas subsequentes podem ser primárias ou secundárias. Na oferta primária, a própria empresa emite novas ações ao mercado. Nesse caso, os recursos captados vão para o caixa da companhia e podem ser usados, por exemplo, para financiar investimentos. Já na oferta secundária, as ações vendidas pertencem a acionistas que querem reduzir ou finalizar sua participação. Nesse modelo, o dinheiro não entra no caixa da empresa, mas vai para os acionistas vendedores. Para as companhias listadas, o follow-on pode aumentar a visibilidade no mercado, ampliar a liquidez dos papéis e abrir caminho para financiar novos projetos. Para o investidor, o avanço dessas operações na B3 sinaliza uma retomada de apetite por emissões de ações em 2026.
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